Biografia de Sueli Carneiro é sopro de mudanças

Na coluna de junho, Jurema Werneck fala sobre raiva e desapontamento, reflexo da negligência da incompetência daqueles que têm o dever de agir por meio de políticas públicas e como a obra será combustível para seguirmos lutando por saúde

Maio foi um mês que começou contraditório, com marcas de vida e de morte, de raiva e desapontamento. Logo em seus primeiros dias, tinham ido embora, perdidos para sempre, mais de 410 mil dos nossos e das nossas para a covid-19. Fomos também impactados pela tragédia em Saudades (SC), onde criancinhas de pouco mais de 1 ano foram mortas esfaqueadas, junto a duas de suas professoras, por um jovem de 18 anos. No Rio de Janeiro, uma incursão policial descontrolada (para dizer o mínimo) na favela do Jacarezinho deixou 28 mortos, a maioria jovens negros e pobres, e uma legião de pessoas traumatizadas. E ainda, depois de 53 dias de internação, um dos maiores comediantes do país morreu de covid-19, e parecia que o sorriso morria com ele.