Americana deu volta ao mundo a pé e enfrentou de dengue a estupro na viagem…
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Realizar viagens de volta ao mundo virou moda nas últimas décadas. Mas, ao embarcar nesta tendência, a estadunidense Angela Marie Maxwell (@angelamariemaxwell) resolveu ir além: em maio de 2014, ela deixou sua cidade (Bend, no estado do Oregon) para caminhar por quatro continentes, em uma jornada que durou 6 anos e meio, passou por 14 países e na qual cobriu mais de 32 mil quilômetros a pé, quase sempre acampando durante o trajeto. E, sem gastar com transportes terrestres e hospedagem, ela fez quase todo o seu percurso desembolsando, em média, US$ 5 por dia. Viagens para inspirar Por terra e mar: viajante passa por 194 países sem pegar nenhum avião Com carona e estadias grátis… – Veja mais em https://www.uol.com.br/nossa/noticias/redacao/2021/08/04/americana-deu-volta-ao-mundo-a-pe-e-enfrentou-de-dengue-a-estupro-na-viagem.htm?cmpid=copiaecola

Ela teve insolação durante sua travessia australiana, pegou dengue no Vietnã e enfrentou temperaturas congelantes na Mongólia. Mas nada se compara a uma situação que Angela viveu na própria Mongólia: certa noite, aproximadamente um ano após ter começado sua viagem pelo mundo, ela sofreu violência sexual enquanto estava acampando, sozinha, em uma região desolada do país asiático: um homem entrou em sua barraca, a atacou e fugiu. “Naquele momento, eu tinha toda a razão do mundo para desistir da viagem e voltar para casa”, diz. “Mas decidi que ninguém iria acabar com o futuro que eu havia planejado para mim mesma”. Mesmo com o trauma enorme, a norte-americana continuou com sua cami…

Angela e seu carrinho - Arquivo pessoal - Arquivo pessoal
Angela na Escócia - Arquivo pessoal - Arquivo pessoal
Angela conta que, a princípio, “foi um plano meio insano, pois eu nunca tinha feito grandes caminhadas. E jamais havia acampado sozinha. Para me preparar, comecei a encarar trilhas nos bosques do Oregon e aprendi a montar meu próprio camping”. A norte-americana iniciou sua jornada voando até a Austrália, onde caminhou mais de 3.000 quilômetros entre a cidade de Perth e a localidade de Kalumburu. “Foi um percurso que demorou cinco meses. Passei por lugares totalmente desolados do deserto australiano, adorando a sensação de solitude. E foi um começo ideal para meu projeto. Se você consegue atravessar o deserto a pé, consegue andar por qualquer lugar”.
Angela no deserto - Arquivo pessoal - Arquivo pessoal
Angela em região de neve - Arquivo pessoal - Arquivo pessoal
Acampamento de Angela - Arquivo pessoal - Arquivo pessoal

Diariamente na estrada, principalmente em momentos de tempo ruim ou extremo cansaço, parte de mim pensava em desistir. Eu ficava me perguntando: ‘o que você está fazendo aqui? Por que não volta para casa para ficar no conforto do lar. Mas era nestes momentos que a viagem fazia ainda mais sentido, pois me obrigava a criar coragem para prosseguir. Isso me propiciava um tipo de crescimento que eu jamais alcançaria estando em casa”. E Angela também foi motivada por incontáveis experiências positivas que teve com pessoas que conheceu ao longo do percurso. Viagem de Angela Marie Maxwell…

Acampamento de Angela - Arquivo pessoal

Durante o trajeto, a americana foi convidada para comer e se hospedar na casa de famílias italianas, fez amizade com nômades na Mongólia, interagiu com camponeses no Sudeste Asiático e aprendeu o trabalho dos apicultores da Geórgia. E ela sempre tentou retribuir: na Itália, por exemplo, ajudou um agricultor a reformar sua casa. E, durante a viagem, levantou doações de milhares de dólares para a organização Her Future Coalition, que ajuda vítimas de violência de gênero e tráfico sexual. A jornada de Angela terminou no exato lugar onde começou: a cidade de Bend, no Oregon. Mas isso não representou o fim de seus planos grandiosos de viagem. Hoje, sempre penso em visitar lugares on…


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