Brasil: Mourão diz que Bolsonaro se “equivocou” ao citar reunião do Conselho da República
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O vice-presidente Hamilton Mourão foi surpreendido com a declaração de Jair Bolsonaro de que haveria uma reunião do Conselho da República nesta quarta-feira (8/9). Mourão integra o órgão e disse que nem ele nem os demais membros sabiam da possibilidade de um encontro.

Agência BrasilMourão diz que não sabia de reunião do Conselho da República citada por Bolsonaro

“Julgo que o presidente se equivocou, pois ninguém sabe disso”, afirmou Mourão à coluna Radar, da revista Veja. O vice-presidente, inclusive, tem compromissos na Amazônia nesta quarta. 

Além do presidente e do vice-presidente, o Conselho da República é composto pelos presidentes da Câmara e do Senado, os líderes da maioria e da minoria de cada Casa Legislativa, o ministro da Justiça e outros seis brasileiros natos com pelo menos 35 anos, sendo dois nomeados pelo presidente, dois pelo Senado e dois pela Câmara.

O Conselho da República é um órgão superior de consulta da presidência e está previsto na Constituição. Sua função é pronunciar-se sobre intervenção federal, estado de defesa e estado de sítio ou sobre as questões relevantes para a estabilidade das instituições democráticas.

“Amanhã, estarei no Conselho da República com ministros, para nós, juntamente com o presidente da Câmara, do Senado e do Supremo Tribunal Federal, com esta fotografia de vocês, mostrar para onde nós todos devemos ir”, afirmou Bolsonaro durante um ato antidemocrático em Brasília.

Acontece que, além de Hamilton Mourão, nem o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), nem o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), sabiam da reunião citada por Bolsonaro. Já o presidente do STF, ministro Luiz Fux, embora tenha sido citado por Bolsonaro, não integra o conselho e também informou que não sabia do encontro.

Atualmente, os membros titulares do Conselho da República são Bolsonaro, Mourão, Lira, Pacheco, Anderson Torres (ministro da Justiça) e os líderes na Câmara da maioria, Diego Andrade (PSD-MG), e minoria, Marcelo Freixo (PSB-RJ), e no Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), da maioria, e Jean Paul Prates (PT-RN), da minoria. Além deles, integram o órgão o empresário Paulo Skaf (MDB), presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), e o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, nomeados pelo presidente em fevereiro.


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