
{"id":10265,"date":"2025-11-20T22:28:42","date_gmt":"2025-11-21T01:28:42","guid":{"rendered":"https:\/\/7ports.com.br\/?p=10265"},"modified":"2025-12-27T04:15:15","modified_gmt":"2025-12-27T07:15:15","slug":"brasil-e-japao-nasce-um-nova-cultura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/7ports.com.br\/?p=10265","title":{"rendered":"Brasil e Jap\u00e3o nasce um nova cultura"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/7ports.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/image-2-1024x576.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-10266\" srcset=\"https:\/\/7ports.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/image-2-1024x576.jpeg 1024w, https:\/\/7ports.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/image-2-300x169.jpeg 300w, https:\/\/7ports.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/image-2-768x432.jpeg 768w, https:\/\/7ports.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/image-2.jpeg 1536w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Backstories<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><strong>Brasileiros no Jap\u00e3o<br>(5) Entre mang\u00e1s e karaok\u00eas: nasce a cultura brasileira no Jap\u00e3o<\/strong><\/h1>\n\n\n\n<ul>\n<li><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>sexta-feira 1 de novembro de 2024<\/p>\n\n\n\n<p>Angelo Ishi<\/p>\n\n\n\n<p>Jornalista e professor de sociologia da Universidade Musashi<\/p>\n\n\n\n<p>Neste cap\u00edtulo, resgatamos hist\u00f3rias que, verdadeiras ou n\u00e3o, fazem parte da mem\u00f3ria coletiva dos brasileiros no Jap\u00e3o. Algumas delas foram registradas em forma de mang\u00e1. Tamb\u00e9m surgiram os primeiros concursos de karaok\u00ea organizados pelos brasileiros.<br>(Este cap\u00edtulo faz parte da s\u00e9rie especial &#8220;Brasileiros no Jap\u00e3o&#8221; produzida para o Ponto de Encontro, e foi transmitido originalmente em 5 de setembro de 2021.)<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Fatos ou lendas?<\/h2>\n\n\n\n<p>Ewerthon: Ent\u00e3o, Sonia, hoje teremos o quinto programa do segmento mensal \u201cBrasileiros no Jap\u00e3o\u201d, por Angelo Ishi!<br><br>Sonia: Sim, Ewerthon, no quarto programa, o Angelo nos contou sobre as barreiras de comunica\u00e7\u00e3o enfrentadas pelos brasileiros nas lojas japonesas e o in\u00edcio do com\u00e9rcio verde-amarelo aqui no Jap\u00e3o, n\u00e3o foi isso, Angelo?<br><br>Angelo: Ol\u00e1, Sonia e Ewerthon, ol\u00e1 ouvintes, foi isso mesmo Sonia! Hoje vou contar a continua\u00e7\u00e3o dessa hist\u00f3ria, s\u00f3 que pensando bem, no programa passado eu acabei me esquecendo de contar uma hist\u00f3ria que parece piada, mas pode ter acontecido de verdade com os pioneiros que vieram para c\u00e1 como dekasseguis.<br><br>E: Qual hist\u00f3ria foi essa, Angelo?<br><br>A: \u00c9 uma hist\u00f3ria que eu j\u00e1 ouvi de v\u00e1rios brasileiros no Jap\u00e3o, mas voc\u00ea nunca encontra uma pessoa que realmente passou por aquilo, ent\u00e3o fica a d\u00favida se \u00e9 lenda ou experi\u00eancia real.<br><br>S: Nossa, Angelo, conta logo que hist\u00f3ria \u00e9 essa&#8230;?<br><br>A: Ent\u00e3o, \u00e9 a hist\u00f3ria de que os brasileiros, por n\u00e3o saberem ler os r\u00f3tulos dos produtos nos supermercados, teriam comprado umas latinhas de carne em conserva, at\u00e9 comeram e acharam o sabor OK, e s\u00f3 em seguida perceberam que era na verdade uma comida de cachorro! Sim, ra\u00e7\u00e3o para c\u00e3es&#8230;<br><br>E: Agora fiquei com d\u00f3 de quem p\u00f4s isso na boca&#8230;<br><br>A: Pois \u00e9, eu at\u00e9 acho que teve gente que passou por isso, porque as latinhas das comidas para cachorro s\u00e3o muito bem feitas, com um visual bem apetitoso&#8230; Mas, por outro lado, esses produtos costumam ter o desenho de c\u00e3o, para evitar esse tipo de confus\u00e3o, ent\u00e3o tem hora que eu acho que isso \u00e9 hist\u00f3ria inventada&#8230; Pelo que pesquisei, os fabricantes desses produtos afirmam que, no geral, eles s\u00e3o comest\u00edveis tamb\u00e9m pelos seres humanos. Mas os internautas japoneses que j\u00e1 experimentaram, por engano ou at\u00e9 de prop\u00f3sito, dizem que eles costumam ser dif\u00edceis de mastigar, s\u00f3 s\u00e3o \u201cbons pra cachorro\u201d&#8230;<br><br>S: Ah, confesse, Angelo, voc\u00ea quis incluir essa hist\u00f3ria s\u00f3 pra poder fazer no final esse trocadilho do \u201cbom pra cachorro\u201d, n\u00e3o \u00e9?<br><br>A: Adivinhou, Sonia!<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Um mang\u00e1 com hist\u00f3rias dos dekasseguis<\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www3.nhk.or.jp\/nhkworld\/pt\/news\/backstories\/3022\/images\/ADJypqjxGCyjUpedhQ7KCMesPB81YYVwBUKMGa29.jpeg\" alt=\"\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">M\u00e1rio Toma segurando exemplares de \u201cOs Dekasseguis\u201d<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A: Na verdade, s\u00e3o muitas as hist\u00f3rias veross\u00edmeis que provavelmente s\u00e3o inventadas. Por exemplo, nos primeiros anos espalhou-se o boato de que um dos trabalhos que mais rendiam era o de lavadores de defuntos nas funer\u00e1rias, porque seria o c\u00famulo do trabalho sujo e pesado. Outro boato que circulou entre os brasileiros foi transformado em mang\u00e1 pelo brasileiro M\u00e1rio Toma. O M\u00e1rio foi uma esp\u00e9cie de pioneiro da m\u00eddia brasileira no Jap\u00e3o, porque ele lan\u00e7ou duas revistas de mang\u00e1, \u201cOs Dekasseguis\u201d e \u201cMiss\u00f4 com Farinha\u201d. E em um desses desenhos, ele conta a hist\u00f3ria do brasileiro que foi trabalhar como cuidador de lutador de sum\u00f4. Como os lutadores de sum\u00f4 s\u00e3o gigantes, supostamente teriam dificuldade de se lavar sozinhos, ent\u00e3o o brasileiro estaria ganhando um bom dinheiro para lavar o lutador&#8230;<br><br>E: E voc\u00ea chegou a conhecer algu\u00e9m que tenha trabalhado com isso, Angelo?<br><br>A: N\u00e3o, Ewerthon, nem eu nem o M\u00e1rio Toma conseguimos encontrar algu\u00e9m que realmente tivesse trabalhado com isso&#8230; Faz parte da lenda dos dekasseguis pioneiros&#8230; Ali\u00e1s, tenho saudades dos mang\u00e1s do M\u00e1rio, porque ele documentou de forma bem humorada muitos apuros dos brasileiros. Por exemplo, um dos personagens do mang\u00e1 dele era o Super K\u00e1, um pernilongo gigante que infernizava o brasileiro no apartamento. E todos sabem que os pernilongos no ver\u00e3o japon\u00eas s\u00e3o implac\u00e1veis&#8230;<br><br>S: Realmente, Angelo&#8230; Esse nome Super K\u00e1 \u00e9 sugestivo, n\u00e9? \u201cKa\u201d em japon\u00eas quer dizer justamente &#8220;pernilongo&#8221; mesmo. E esse \u00e9 um problem\u00e3o que os brasileiros enfrentam at\u00e9 hoje&#8230;<br><br>A: Bom, agora, falando s\u00e9rio, eu expliquei no programa passado que o surgimento do com\u00e9rcio \u201cde brasileiros para brasileiros\u201d aqui no Jap\u00e3o mudou radicalmente o modo de vida de todos. Eu pude conferir o misto de alegria e al\u00edvio das pessoas que ficavam longas horas nos primeiros restaurantes inaugurados no circuito Oizumi-Ota, duas cidades famosas pela forte presen\u00e7a brasileira na prov\u00edncia de Gunma. Tanto no Restaurante Brasil, em Oizumi, como no restaurante Ipanema, em Ota, o menu era bem variado e abrangia desde churrasco at\u00e9 os pratos do dia mais caseiros. Outro estabelecimento pioneiro foi um karaok\u00ea brasileiro&#8230;<br><br>E: &#8230;Nossa, um karaok\u00ea brasileiro?<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Identidades complexas<\/h2>\n\n\n\n<p>A: Sim, foi l\u00e1 nesse karaok\u00ea que eu passei a virada do ano de 1991 para 1992. Isso porque o dono do karaok\u00ea organizou um r\u00e9veillon para os brasileiros poderem ter um fim de ano menos solit\u00e1rio. E esse karaok\u00ea \u00e9 inesquec\u00edvel para mim porque o seu dono, o Ashitomi, que \u00e9 descendente de imigrantes da prov\u00edncia de Okinawa, me deu a melhor defini\u00e7\u00e3o que eu ouvi at\u00e9 hoje sobre a identidade \u00e9tnica de um nikkei. Ele falou que estava cansado de ser perguntado pelos pesquisadores japoneses se ele se considerava mais japon\u00eas ou mais brasileiro. Ent\u00e3o ele falou assim: \u201cEu sou 100% brasileiro, 100% japon\u00eas e 100% uchinanchu (quer dizer, \u201cokinawano\u201d ou \u201cokinawense\u201d). Ou seja, minha identidade totaliza 300%. Por que n\u00e3o?\u201d<br><br>S: Gostei, Angelo, a defini\u00e7\u00e3o dele sobre a identidade \u00e9 realmente brilhante!<br><br>A: O Ashitomi era muito ativo e organizou tamb\u00e9m a primeira viagem de fim de ano para um onsen (\u00e1guas termais), para os brasileiros poderem ter algum lazer na folga de Ano-Novo. Eu me inscrevi nessa viagem para fazer uma pesquisa participativa, e aprendi muito sobre a quest\u00e3o da identidade dos brasileiros no Jap\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www3.nhk.or.jp\/nhkworld\/pt\/news\/backstories\/3022\/images\/IOte1lQkGZOXvuLJp1K6A2E5ZPy9ci0Kf951rLQC.jpeg\" alt=\"\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Ashitomi no hotel com onsen: do samba para o enka<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>E: Qual foi a sua constata\u00e7\u00e3o, Angelo?<br><br>A: Ent\u00e3o, Ewerthon, depois do jantar, o Ashitomi quis dar um momento de entretenimento para os participantes e colocou um samba bem animado, para as pessoas poderem dan\u00e7ar. S\u00f3 que ningu\u00e9m entrou na dan\u00e7a. A\u00ed ele perguntou: U\u00e9, pessoal, o que voc\u00eas querem fazer? E a\u00ed v\u00e1rios pediram para tocar karaok\u00eas de enka e J-Pop. Ele atendeu os pedidos e o pessoal ficou um temp\u00e3o cantando essas m\u00fasicas japonesas. Foi a\u00ed que eu entendi que muitos pesquisadores estavam com uma imagem equivocada sobre os brasileiros no Jap\u00e3o. A teoria deles era que os nipo-brasileiros, quando vieram para o Jap\u00e3o, refor\u00e7aram a sua brasilidade e passaram a se interessar mais por samba e Carnaval do que quando estavam no Brasil. Eu percebi que isso era uma meia-verdade, quer dizer, s\u00f3 um lado da moeda. Realmente, os brasileiros trouxeram uma nova cultura para o Jap\u00e3o e introduziram o famoso desfile de samba na principal avenida da cidade de Oizumi, no festival anual de ver\u00e3o. Esse desfile de samba ficou t\u00e3o famoso que virou at\u00e9 manchete nos principais jornais japoneses. Desde ent\u00e3o, todo o pesquisador repete essa hist\u00f3ria de que o nikkei se achava \u201cjapon\u00eas\u201d no Brasil, mas se descobriu \u201cbrasileiro\u201d no Jap\u00e3o. Sinceramente, n\u00e3o \u00e9 o que eu conferi na festa do onsen dos brasileiros. Estando s\u00f3 entre brasileiros, eles estavam mais a fim de cantar um karaok\u00ea, que \u00e9 o que estavam acostumados a fazer quando moravam em S\u00e3o Paulo ou Paran\u00e1. O samba e o Carnaval eram uma express\u00e3o cultural com data e hora marcada perante os japoneses, ou seja, eram fruto do desejo de mostrar com orgulho a sua cultura para o p\u00fablico japon\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www3.nhk.or.jp\/nhkworld\/pt\/news\/backstories\/3022\/images\/Ow91CLjXYg5y7Mb8LvoB63cYS7lAdl830xy5xqV9.jpeg\" alt=\"\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Desfiles de Carnaval em Oizumi: express\u00e3o de brasilidade perante os japoneses<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Concursos de nodojiman<\/h2>\n\n\n\n<p>S: Interessante, Angelo, o nipo-brasileiro queria expressar o seu lado brasileiro para os japoneses, mas quando n\u00e3o tinha nenhum japon\u00eas por perto, ele ficava \u00e0 vontade para curtir o seu karaok\u00ea e se comportar do mesmo jeito que estava acostumado no Brasil&#8230;<br><br>A: Essa \u00e9 a minha an\u00e1lise, Sonia! E a prova disso \u00e9 que os eventos de maior sucesso da comunidade brasileira na d\u00e9cada de 90 eram os Nodojiman, concursos de karaok\u00ea com eliminat\u00f3rias em Aichi, Shizuoka, e com a final\u00edssima no sal\u00e3o nobre do Bunkamura de Oizumi, um sal\u00e3o da prefeitura que comporta centenas de pessoas. E o sal\u00e3o ficava lotado com torcidas de caravanas que vinham de todos os cantos do Jap\u00e3o!<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www3.nhk.or.jp\/nhkworld\/pt\/news\/backstories\/3022\/images\/K0jg7ir6XSyLUhjR2GvxTg1gw7VWgKn12M7x8f5x.jpeg\" alt=\"\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Joe Hirata: primeiro brasileiro a ser grande campe\u00e3o do famoso programa de calouros Nodojiman da NHK<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>E: Explica melhor isso, Angelo, um concurso nacional de karaok\u00ea no Jap\u00e3o organizado pelos brasileiros?<br><br>A: Exatamente, Ewerthon! O concurso era literalmente uma c\u00f3pia do lend\u00e1rio Ut\u00e1 no Champion, o concurso de calouros do programa Imagens do Jap\u00e3o, apresentado pela tamb\u00e9m lend\u00e1ria Rosa Miyake, que passou na TV Gazeta e em outras emissoras no Brasil. Quem tem uma certa idade, como eu, vai se lembrar que aquele programa dava como pr\u00eamios um autom\u00f3vel e passagens a\u00e9reas de ida e volta Brasil-Jap\u00e3o. Agora, adivinhem quais eram os pr\u00eamios para os campe\u00f5es do Nodojiman dos brasileiros no Jap\u00e3o na final\u00edssima em Oizumi?<br><br>S: N\u00e3o me diga que eram os mesmos&#8230;?<br><br>A: Resposta certa, Sonia! At\u00e9 os pr\u00eamios eram parecidos, um carro zero e passagens a\u00e9reas ida e volta Jap\u00e3o-Brasil. Acho que voc\u00eas devem ter percebido que o que aconteceu foi a migra\u00e7\u00e3o de uma cultura nikkei do Brasil para o Jap\u00e3o. Os dekasseguis transportaram para o Jap\u00e3o uma cultura bem peculiar do nipo-brasileiro, que \u00e9 a dos concursos de karaok\u00ea.<br><br>S: Qual foi a m\u00fasica vencedora desse concurso?<br><br>A: Ah, agora voc\u00ea me pegou, Sonia, eu n\u00e3o tenho anotado quem foi o ganhador ou ganhadora. Os ouvintes poderiam me ajudar, se algu\u00e9m conhecer quem foi o campe\u00e3o, por favor nos escrevam!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre o Brasil e Jap\u00e3o nasce uma cultura que vai da arte carnavalesca ao futebol.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":10266,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[731,1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/7ports.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10265"}],"collection":[{"href":"https:\/\/7ports.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/7ports.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/7ports.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/7ports.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=10265"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/7ports.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10265\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10267,"href":"https:\/\/7ports.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10265\/revisions\/10267"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/7ports.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/10266"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/7ports.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=10265"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/7ports.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=10265"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/7ports.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=10265"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}