
{"id":11665,"date":"2026-09-09T15:13:33","date_gmt":"2026-09-09T18:13:33","guid":{"rendered":"https:\/\/7ports.com.br\/?p=11665"},"modified":"2026-09-09T15:33:41","modified_gmt":"2026-09-09T18:33:41","slug":"o-abutre-e-a-menina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/7ports.com.br\/?p=11665","title":{"rendered":"O abutre e a menina"},"content":{"rendered":"\n<h1 class=\"wp-block-heading\">O abutre e a menina: a hist\u00f3ria de uma foto hist\u00f3rica<\/h1>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como a foto de uma menina sudanesa observada por um abutre, em 1993, impactou o mundo do fotojornalismo e a vida do fot\u00f3grafo que a registrou. Conhe\u00e7a a hist\u00f3ria da foto do &#8220;urubu e a menina&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">27 de fevereiro de 2012<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">por <a href=\"https:\/\/www.cafehistoria.com.br\/author\/blpc-2003\/\">Bruno Leal<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.cafehistoria.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/kevin-carter-vulture.webp\" alt=\"Foto &quot;o abutre e a menina&quot;, de Kervin Carter. Uma menina negra de 3 anos aproximadamente est\u00e1 agachada, muito magra, enquanto um urubu a observa.\" style=\"aspect-ratio:1.937984496124031;width:1500px;height:auto\" title=\"O abutre e a menina: a hist\u00f3ria de uma foto hist\u00f3rica 1\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">A foto de Kevin Carter lhe rendeu o Pulitzer Prize de fotografia. Foto: Kevin Carter\/Corbis Sygma.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Oavi\u00e3o da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) pousara h\u00e1 poucos minutos no ch\u00e3o seco e arenoso do povoado de Ayod, no Sul do Sud\u00e3o. Rapidamente, centenas de pessoas, envoltas em farrapos ou mesmo nuas, debilitadas pela fome e pelo calor, correram desordenadamente para tentar garantir o seu quinh\u00e3o de comida. Em meses, aquela era a primeira ajuda humanit\u00e1ria que chegava ao pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No meio da confus\u00e3o, dois fotojornalistas sul-africanos, Kevin Carter e Jo\u00e3o Silva, que tamb\u00e9m tinham chegado a bordo da aeronave, testemunharam a desola\u00e7\u00e3o daquela gente. Em pouco tempo, Carter se deparou com uma cena impressionante: uma crian\u00e7a esquel\u00e9tica, de mais ou menos cinco anos, estava agachada, olhando para o ch\u00e3o. Atr\u00e1s dela, a poucos metros de dist\u00e2ncia, um abutre a observava. Ele apontou a c\u00e2mera e registrou a cena. Era 11 de mar\u00e7o de 1993 e aquela foto se tornaria uma das mais importantes da hist\u00f3ria do fotojornalismo.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">O abutre e a menina: <strong>a hist\u00f3ria de uma foto<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Sud\u00e3o vivia uma guerra civil h\u00e1 d\u00e9cadas. De um lado, tribos crist\u00e3s do sul viviam reunidas sob a bandeira do grupo rebelde <em>Sudanese People\u2019s Liberation Army<\/em> (SPLA). Do outro lado, estava o governo Cartum, dominado por nortistas isl\u00e2micos desde a independ\u00eancia do pa\u00eds, em 1956.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nos anos 1980, o conflito entre os dois grupos tinha se intensificado, especialmente depois que o governo adotou a lei isl\u00e2mica, a <em>Sharia<\/em>, que determinava a proibi\u00e7\u00e3o de bebidas alco\u00f3licas e puni\u00e7\u00f5es por enforcamento ou mutila\u00e7\u00e3o, entre outras medidas igualmente violentas. Estima-se que o conflito tenha tirado a vida de milh\u00f5es de pessoas, al\u00e9m de provocar uma fome alarmante, respons\u00e1vel pela maior crise humanit\u00e1ria do s\u00e9culo XX.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No in\u00edcio dos anos 1990, a ONU come\u00e7ou a realizar diversas campanhas para sensibilizar a opini\u00e3o p\u00fablica internacional e as autoridades ocidentais para o drama da popula\u00e7\u00e3o sudanesa. Uma dessas campanhas visou arrecadar 190 milh\u00f5es de d\u00f3lares. N\u00e3o se alcan\u00e7ou, no entanto, nem um quarto do valor. Foi nesse momento que a organiza\u00e7\u00e3o decidiu ser mais agressiva em sua estrat\u00e9gia: expor ao mundo, atrav\u00e9s da fotografia, a fome no Sud\u00e3o. Para a tarefa, a ONU convidou dois fotojornalistas para estar no avi\u00e3o que aterrissaria no sul do Sud\u00e3o naquele 11 de mar\u00e7o de 1993: Kevin Carter e Jo\u00e3o Silva.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image is-resized\"><a href=\"https:\/\/a.co\/d\/ekYM2Cr\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.cafehistoria.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/pedalinhos-1024x281.webp\" alt=\"O abutre e a menina: a hist\u00f3ria de uma foto hist\u00f3rica 1\" class=\"wp-image-20247\" style=\"aspect-ratio:3.6441281138790034;width:1024px;height:auto\" title=\"O abutre e a menina: a hist\u00f3ria de uma foto hist\u00f3rica 2\"\/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Carter e Silva j\u00e1 eram, na \u00e9poca, internacionalmente famosos. Ambos faziam parte do chamado \u201cClube do Bangue-Bangue\u201d,\u00b9 apelido que a imprensa usava para se referir a um grupo de quatro fotojornalistas sul-africanos que vinham alcan\u00e7ando enorme notoriedade mundial ao cobrir lutas e tens\u00f5es raciais na \u00c1frica, especialmente na \u00c1frica do Sul.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As fotos do grupo eram compradas por diversas ag\u00eancias de not\u00edcias e tinham dado aos seus autores diversos pr\u00eamios ao redor do mundo. Carter e Silva esperavam j\u00e1 h\u00e1 algum tempo uma chance para entrar no Sud\u00e3o, pois tinham interesse em fazer uma reportagem sobre a mais recente divis\u00e3o no interior da SPLA. Assim que o convite da ONU surgiu, o aceite dos dois profissionais foi prontamente aceito.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Momento Decisivo<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando os sudaneses em inani\u00e7\u00e3o come\u00e7aram a se atropelar em busca dos alimentos distribu\u00eddos pelos funcion\u00e1rios da ONU, Carter e Silva viram possibilidades de boas fotos em quase todas as dire\u00e7\u00f5es. Enquanto Silva se deteve em uma cl\u00ednica m\u00e9dica local utilizada para o atendimento dos casos de sa\u00fade mais graves, Carter ficou ao ar livre. Foi quando ele viu a cena da crian\u00e7a e fez v\u00e1rios cliques. Momentos depois, ainda nervoso, colocou a m\u00e3o nos ombros de Silva e disse ao colega:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cCara, voc\u00ea n\u00e3o vai acreditar no que acabei de fotografar!\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Silva escutou a hist\u00f3ria e, segundo ele mesmo diz, teve certeza de que seu colega tinha feito um registro poderoso, aquilo que o famoso fot\u00f3grafo franc\u00eas Henri Cartier-Bresson chamava de \u201cmomento decisivo\u201d.\u00b2<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A publica\u00e7\u00e3o da foto incendiou o notici\u00e1rio internacional nas semanas seguintes. Na \u00e9poca, a editoria internacional do <em>The New York Times<\/em> (NYT)&nbsp;tinha uma mat\u00e9ria sobre a regi\u00e3o, mas estava encontrando enorme dificuldade em conseguir fotos para ilustrar o texto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os grupos em guerra no Sud\u00e3o permitiam raramente a entrada de estrangeiros no pa\u00eds. Inclusive, a ONU encontrava s\u00e9rias restri\u00e7\u00f5es para distribuir os alimentos da ajuda humanit\u00e1ria. Foi quando surgiu a informa\u00e7\u00e3o de que Kevin Carter tinha estado l\u00e1 e feito uma foto brilhante. Nancy Buirski, do NYT, entrou em contato com Carter e conseguiu que a foto fosse publicada pelo jornal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O sucesso foi imediato. Em pouco tempo, a imagem estava correndo o mundo, replicada em todos os grandes jornais e at\u00e9 mesmo nas redes de televis\u00e3o. Carter ganhou visibilidade, a fome no Sud\u00e3o se tornou conhecida e a ONU conseguiu, finalmente, catapultar as doa\u00e7\u00f5es para o pa\u00eds. No ano seguinte, em 1994, Kevin Carter levou para casa o pr\u00eamio Pulitzer de fotografia.data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A foto, por\u00e9m, tamb\u00e9m trouxe revezes para o fot\u00f3grafo. Buirski lembrou, anos mais tarde, que logo que a foto foi publicada, as pessoas come\u00e7aram a ligar para a reda\u00e7\u00e3o do jornal. Queriam saber o que havia acontecido com a menina da foto, se ela havia sobrevivido e, principalmente, se o fot\u00f3grafo havia lhe ajudado. Uma chuva de perguntas que come\u00e7ava a afetar Carter.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Primeiro, ele contou que havia espantado o animal e que se sentou debaixo de uma \u00e1rvore para chorar. Mas as perguntas continuavam chegando. Ele ent\u00e3o completou a hist\u00f3ria dizendo que a menina tinha se levantado e caminhado at\u00e9 a cl\u00ednica m\u00e9dica. A opini\u00e3o p\u00fablica n\u00e3o ficou satisfeita com a explica\u00e7\u00e3o. Queria saber por que Carter n\u00e3o tinha levado a menina para um lugar seguro.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Debate \u00e9tico e depress\u00e3o<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A repercuss\u00e3o foi forte o suficiente para iniciar um debate p\u00fablico sobre a atua\u00e7\u00e3o de jornalistas e fotojornalistas em cen\u00e1rios de guerra: deveriam estes prestar assist\u00eancia ou apenas serem meros observadores, relatando ao mundo o que a guerra provocava? Os fot\u00f3grafos do \u201cClube do Bangue Bangue\u201d j\u00e1 tinham socorrido v\u00e1rias pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No entanto, n\u00e3o havia nenhum par\u00e2metro, nenhuma regra, nenhum acordo t\u00e1cito para aquele tipo de situa\u00e7\u00e3o limite. A interfer\u00eancia de jornalistas em zonas de guerra, na verdade, era at\u00e9 mesmo extremamente perigosa: poderia transformar os pr\u00f3prios jornalistas em alvo. At\u00e9 hoje, o tema ainda \u00e9 bastante nebuloso no campo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O questionamento em torno da foto perturbou muito Carter. Talvez outro fot\u00f3grafo tivesse lidado melhor com a situa\u00e7\u00e3o. Mas com Carter foi diferente. Antes mesmo da viagem ao Sud\u00e3o, o fotojornalista enfrentava uma s\u00e9rie de problemas pessoais. Relacionamentos amorosos malsucedidos, problemas com consumo excessivo de \u00e1lcool e v\u00edcio em mais de um tipo de droga.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para piorar, Carter n\u00e3o tinha uma base familiar s\u00f3lida e lhe faltava estabilidade no emprego. Trabalhava apenas para jornais sem express\u00e3o ou como freelancer. Mesmo quando ganhava dinheiro, como sua foto no NYT, o valor acabava sendo gasto para pagar mais drogas ou para quitar d\u00edvidas antigas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Boa parte de seu drama pessoal tinha advindo da press\u00e3o de trabalhar em zonas de conflito. E al\u00e9m das cenas chocantes, que se tornaram parte de seu cotidiano, seu trabalho ainda acabou lhe gerando diversos inimigos. De um lado, grandes jornalistas invejosos do sucesso do \u201cClube do Bangue Bangue\u201d; de outro, pessoas que n\u00e3o entendiam como algu\u00e9m podia fotografar tantas desgra\u00e7as como se fosse invis\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ap\u00f3s a foto do abutre, Carter continuou trabalhando em zonas de guerra. Mas n\u00e3o por muito tempo. No dia 27 de julho de 1994, aos 33 anos, pouco tempo depois de Nelson Mandela se sair vitorioso na \u00c1frica do Sul, Carter, aos 33 anos, levou seu carro at\u00e9 um local de sua inf\u00e2ncia e, utilizando uma mangueira para levar o mon\u00f3xido de carbono do escapamento para dentro do ve\u00edculo, cometeu suic\u00eddio. Deixou uma triste nota que dizia estar deprimido, sem dinheiro para pagar as contas, sem dinheiro para ajudar as crian\u00e7as. Se disse perseguido pelas lembran\u00e7as de assassinatos, cad\u00e1veres, raiva e dor. Pela lembran\u00e7a de crian\u00e7as feridas ou famintas. Lembran\u00e7as, mas suas palavras, de \u201chomens malucos com o dedo no gatilho\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O suic\u00eddio de Kevin Carter chocou seus companheiros de \u201cClube do Bangue-Bangue\u201d, que j\u00e1 haviam perdido, em zona de tiro, outro amigo, Ken Oosterbroek. Do grupo, restaram apenas Jo\u00e3o Silva e Greg Marinovich. O trabalho de Carter sobreviveu ao tempo. Sua foto continua at\u00e9 hoje sendo um libelo contra a guerra e contra a fome no continente africano. A prova concreta de como uma fotografia pode provocar as pessoas e entrar, definitivamente, para a hist\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Notas<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">(1) As hist\u00f3rias do \u201cClube do Bangue-Bangue\u201d est\u00e3o registradas no excelente livro \u201cO Clube do Bangue-Bangue: instant\u00e2neos de uma guerra oculta\u201d, escrito por Jo\u00e3o Silva e Greg Marinovich, publicado no Brasil pela Cia das Letras. A foto feita no Sud\u00e3o \u00e9 uma dessas hist\u00f3rias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">(2) S\u00e3o eles: Jo\u00e3o Silva, Kevin Carter, Greg Marinovich e Ken Oosterbroek.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">MARINOVICH, Greg; SILVA, Jo\u00e3o. <strong>O Clube do Bangue-Bangue: instant\u00e2neos de uma guerra oculta<\/strong>. Rio de Janeiro: Companhia das Letras, 2003.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Como citar este artigo<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">CARVALHO, Bruno Leal Pastor de Carvalho. O abutre e a menina: a hist\u00f3ria de uma foto hist\u00f3rica (Artigo). In: <em>Caf\u00e9 Hist\u00f3ria<\/em>. Publicado em 27 de fevereiro de 2012. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.cafehistoria.com.br\/o-abutre-e-a-menina-a-historia-de-uma-foto-historica\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.cafehistoria.com.br\/o-abutre-e-a-menina-a-historia-de-uma-foto-historica\/<\/a>. ISSN: 2674-5917.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O abutre e a menina: a hist\u00f3ria de uma foto hist\u00f3rica Como a foto de uma menina sudanesa observada por um abutre, em 1993, impactou o mundo do fotojornalismo e<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"post_folder":[],"class_list":["post-11665","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-grupo-aa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/7ports.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/11665","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/7ports.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/7ports.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/7ports.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/7ports.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=11665"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/7ports.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/11665\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11666,"href":"https:\/\/7ports.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/11665\/revisions\/11666"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/7ports.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=11665"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/7ports.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=11665"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/7ports.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=11665"},{"taxonomy":"post_folder","embeddable":true,"href":"https:\/\/7ports.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fpost_folder&post=11665"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}