O Terremoto do Banco Master

O TERREMOTO DO BANCO MASTER

Que a República faliu, venho alardeando há mais de vinte anos, sem ser ouvido. Agora, quando o terremoto alcança a alta corte, alvorotam-se os narizes mais sensíveis desta fraca República — sem querer citar Bocage.

Segundo o dito popular: “Na casa onde não tem comida, todos brigam e ninguém tem razão.” Neste caso, refiro-me à pequena corte apelidada de SUPREMO. A comida aqui citada era o dinheiro farto e, segundo as investigações, de origem suspeita, servido por Vorcaro a partir de seu Banco Master — alcançando, ao que tudo indica, outros poderes e círculos de poder.

Na maior cara de pau, alguns membros da referida corte, apequenada pela própria circunstância, insistem, no meu entender, em defender o indefensável: a corrupção sistêmica. Usam, ao que parece, a velha tática atribuída a Maquiavel: “atacar é a melhor defesa”.

Um verdadeiro picadeiro, com diversos palhaços a nos fazer rir — sem honra, sem escrúpulos e, aparentemente, já sem a sensibilidade dos justos.

Ainda há tempo.

Uma voz solitária, frágil e trêmula, apressou-se em dizer, de viva voz, que se envergonhava de participar daquela instituição.

SALVOU A SUA HONRA.

Mas escrever sem dar nomes aos asnos encantados seria uma omissão pessoal minha. Entretanto, não merecem sequer o registro: o filtro da História certamente não perderá tempo com suas insignificâncias.

Já o mentor — ou, melhor dizendo, o encantador — LULA, diante do estrago e da tortura mental a que submete os que pensam — e não os que pensam que pensam — merece ser lembrado como o criador de seus encantados: Dilma e Temer, que criaram as Bets, enquanto o encantador, posteriormente, as regulamentou.

O eleitor, próximo a votar, considere todas as narrativas, com ou sem o MULTILATERALISMO, repetidamente invocado como se fosse possível transferir para terceiros a responsabilidade por uma péssima gestão do Brasil.

Aparecem, então, os verdadeiros culpados: os falsos intelectuais europeus, apresentados como defensores do democratismo, que se prestam às articulações advindas do Fórum de São Paulo.

E, para que não cometam a perda de tempo de digitar o número 13, quase 12 no jogo do bicho, não vamos aqui recordar o tiro no pé — ou seria na pata? — da denominada medida provisória de proibição das Bets.

Agora, corre-se atrás de justificativas para aquilo que já se anuncia como uma derrota iminente.

A República assiste.

O povo paga.

Os poderosos explicam.

E os encantados aplaudem.

Agenor Candido
29/09/2026