Fui acolhido por esta cidade onde fui gerado, uma cidade que sempre soube acolher sem preconceitos. Por isso, como cidadão e como capitalista, observo com preocupação o destino de nossa amada Araruama, que parece ter sido entregue à própria sorte.

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Cadê as salinas? Cadê a pesca? Cadê o Capelinha e a Gigi? Onde estão tantas atividades que fizeram parte da nossa história e que, em seu tempo, representaram trabalho, renda e prosperidade?

Rogo a São Sebastião, nosso padroeiro, que olhe por nossa juventude e nos ajude a encontrar novamente o caminho do trabalho, da oportunidade e de um futuro digno.

Nossos comércios estão vazios. Nossos turistas se afastam de uma lagoa que sucumbe a cada dia, diante do receio da contaminação provocada pelos dejetos lançados sem o devido tratamento de esgoto.

Uma cidade não constrói sua vida econômica apenas com festas, principalmente quando elas são mal planejadas e não conseguem fazer com que as riquezas geradas pelo turismo permaneçam entre nós. A vida se constrói com trabalho, com produção, com iniciativa e, sobretudo, com responsabilidade.

Mas nem tudo está perdido.

Ainda temos tempo para recuperar aquilo que jamais deveríamos ter perdido: a dignidade, a altivez, a inteligência e a capacidade de reação dos meus patrícios.

E, acima de tudo, precisamos recuperar aquilo que nos une e que não pode ser negociado:

A HONRA DE SERMOS ARARUAMENSES.

Araruama não precisa perder sua história para construir seu futuro. Precisa reencontrar suas forças, valorizar sua gente e voltar a acreditar em sua própria capacidade.

Solano Guanabara
Sempre ao lado do Povo.