Antonelli vence na China a corrida de F1
clerc (Foto: Mercedes)
5 coisas que aprendemos no GP da China da Fórmula 1 2026
O animado GP da China deste domingo (15) rendeu mais assunto do que esperado e ainda esquentou o debate acerca de possíveis mudanças no regulamento da Fórmula 1

Vicente Soella, de Colatina15/03/2026 12:30 9min F1
Segunda etapa da temporada 2026 da Fórmula 1, o GP da China deste domingo (15) deixou muitos assuntos para serem discutidos no decorrer desta semana. E foi um dia histórico, que uniu o passado — mas ainda com lenha para queimar, é bom deixar claro — e o futuro em um mesmo pódio: Andrea Kimi Antonelli desencantou pela segunda vez no fim de semana e conquistou a primeira vitória na categoria, enquanto Lewis Hamilton alcançou o tão esperado top-3 com a Ferrari.
E por falar nos dois pilotos, a corrida no Circuito de Xangai mostrou que a Mercedes realmente está um passo à frente do time de Maranello neste momento, embora isso não impeça que boas disputas aconteçam na pista. Inclusive, a prova chinesa foi tão animada que as equipes e a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) decidiram esperar um pouco mais antes de fazer qualquer mudança no regulamento.
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De qualquer forma, independentemente se contarão com mais ou menos potência oriunda das baterias no futuro, o fato é que os carros da F1 2026 mostraram que não são nada confiáveis. E se engana quem pensa que são só as equipes pequenas ou novatas que estão sofrendo com esse problema, já que a McLaren foi um bom exemplo de que a bruxa está solta para todos no grid.
Por fim, na ordem de forças, ainda que Mercedes e Ferrari estejam em outro patamar, o pelotão intermediário se destacou na pista chinesa e trouxe algumas surpresas como, por exemplo, a Alpine colocando os dois carros na zona de pontuação. E a Red Bull? O alerta está ligado em Milton Keynes.
Sendo assim, o GRANDE PRÊMIO listou as lições que o GP da China trouxe. Confira!
O passado e o futuro que encantam o presente
Não importa se o piloto tenha anos de experiência e seja múltiplas vezes campeão mundial, como Hamilton, ou se ainda esteja dando os primeiros passos na F1, como no caso de Antonelli, a história está aí para ser escrita por todos. O domingo na China foi igualmente especial para as duas partes, que curiosamente já tiveram as carreiras entrelaçadas em um passado não tão distante assim.
Em 31 de agosto de 2024, a Mercedes surpreendeu o mundo ao anunciar o italiano de apenas 18 anos como substituto do heptacampeão, que já havia tomado a decisão de se aventurar na Ferrari há alguns meses. Ainda competindo na Fórmula 2, Kimi sabia que teria de carregar uma enorme pressão sobre os ombros a partir de então, pois muita expectativa havia sido jogada em cima dele, vinda até mesmo de Toto Wolff, chefe da escuderia alemã.
A verdade é que muitos duvidaram que o garoto nascido em Bolonha teria qualquer condição de representar uma marca tão grande logo de cara. Os erros cometidos em 2025 serviram como combustível para os críticos, que estão sempre preparados para lançar as primeiras pedras. Mas onde estão todos eles agora? Embora a conquista da pole-position — que também foi histórica, por sinal — tenha sido facilitada pelo problemas enfrentados por Russell, é impossível desmerecer a vitória de Antonelli no Circuito de Xangai: manteve a calma após perder a ponta na largada, atacou Hamilton momentos depois, recuperou a primeira posição e administrou até o fim. Ainda precisa ser lapidado, mas o recado foi dado.
E sobre o britânico da escuderia de Maranello, pouco precisa ser dito. Como é bom ver Lewis feliz de novo na F1, divertindo-se em um carro que ainda precisa evoluir para lhe dar as condições de derrotar os prateados na briga pela vitória. Mas esse é apenas o primeiro passo. O pódio, tão aguardado no ano passado, veio na China, que já se acostumou a ser palco para os sucessos do heptacampeão.

A Mercedes ainda sobra
E já que a vitória de Antonelli entrou no primeiro tópico da lista, é inevitável não falar sobre a Mercedes. A equipe alemã passou um susto na classificação do GP da China devido aos problemas de Russell, mas mesmo assim conseguiu colocar os dois pilotos na primeira fila do grid de largada, sabendo muito bem que teria de tomar cuidado com as ameaças de Hamilton e Leclerc, que vinham logo atrás.
O que todo mundo esperava aconteceu: a dupla da Ferrari largou bem e deu trabalho para os carros de Brackley. Hamilton até assumiu a liderança, mas foi superado pelo italiano no fim da longa reta oposta já na segunda volta. Logo atrás, Russell chegou a despencar para a quarta posição, porém rapidamente começou a escalar o pelotão e saltou para segundo, lutando para se aproximar de Kimi.
A partir daquele momento, a impressão era de que os comandados de Wolff se envolveriam em uma briga particular pela vitória, considerando que a vantagem da dupla era de 4s5 em relação a Lewis no momento em que o safety-car foi acionado, na volta 11. Algo que ajudou Antonelli, que viu o companheiro de equipe — e principal adversário — sair da troca de pneus na quarta posição.
O fato é que, depois que Russell finalmente se livrou de Hamilton e Leclerc, ficou claro que a vantagem da Mercedes em ritmo de corrida vai ficando cada vez maior à medida que o stint se estende. Não é só a unidade de potência das Flechas de Prata que grita mais alto, mas o carinho que o W17 tem com os pneus também faz muita diferença, sobretudo na briga contra a SF-26. Sendo assim, ainda há trabalho a ser feito na fábrica de Maranello, mas existe, sim, potencial para que a briga se torne cada vez mais acirrada em 2026.

Confiabilidade, para que te quero?
E quem disse que só as equipes menores ou novatas estão sofrendo com a confiabilidade na temporada 2026 da F1? Foi comum, principalmente durante os testes em Barcelona e no Bahrein, ver Cadillac, Audi e a própria Aston Martin, com os motores Honda, sofrendo quebras e tendo a quilometragem limitada. O cenário na China não foi muito diferente: Fernando Alonso e Lance Stroll mais uma vez ficaram pelo caminho; Gabriel Bortoleto foi a vítima do dia na escuderia das quatro argolas e sequer largou; Valtteri Bottas e Sergio Pérez, pelo menos desta vez, podem respirar aliviados, já que o carro não desmontou.
Mas também é preciso lembrar que a bicampeã do Mundial de Construtores também passou vergonha. A McLaren começou o fim de semana com o pé direito, comemorando o fato de realmente ter se aproximado da Ferrari em ritmo de classificação. Depois de uma corrida sprint tímida, os papaias esperavam ver o MCL40 tentando acompanhar as rivais na prova deste domingo, mas o carro não quis nem mesmo dar a partida. Desta forma, tanto Norris quanto Piastri tiveram de assistir a tudo pela TV.
Claro, é comum existirem problemas de confiabilidade logo no início de um novo regulamento, mas é inconcebível que quatro carros — também teve Alexander Albon — não consigam nem começar a corrida. E não são qualquer carros, já que McLaren e Williams, que se encontram no top-3 de maiores campeãs da história da F1, estão nesse grupo. Sem mencionar que os abandonos de Alonso e Stroll podem tranquilamente ser contabilizados antes mesmo de as luzes vermelhas se apagarem.

Red Bull perdidinha em Xangai
A impressão que ficou é que a F1 poderia realizar mais trocentas corridas na China neste fim de semana que mesmo assim a Red Bull seria um fiasco em todas elas. Os taurinos precisam urgentemente aproveitar as duas semanas de descanso antes do GP do Japão para tentar entender o que aconteceu com o RB22, que simplesmente esteve muito, muito distante da parte de cima do grid e sofreu com os carros do pelotão intermediário. Comeram poeira para a Alpine e Haas. Que fase!
Seria muito mais fácil se as dificuldades fossem referentes apenas à unidade de potência, mas esse não é o caso. Quer dizer, o motor desenvolvido em parceria com a Ford é fonte de preocupação, óbvio, já que deixou Isack Hadjar na mão lá na Austrália e Verstappen agora, na China. Mas como Laurent Mekies, chefe da equipe, deixou bem claro, ainda há “algumas deficiências significativas” por toda parte.
O tetracampeão mundial reclamou tanto que disse que “virou passageiro”, muito em virtude do desgaste excessivo dos pneus. Até mesmo o francês da outra garagem, que saiu feliz por ter conquistado os primeiros pontos pela equipe, afirmou que a escuderia “precisa encontrar desempenho”. Resumidamente, a Red Bull não foi bem nas retas, não foi bem nas curvas, sofreu com a falta de aderência, desgastou os pneus e, quem sabe, até descobriu que esse carro não lida bem com baixas temperaturas.
Se continuar assim, Max vai querer cada vez mais arrumar compromissos no mundo do endurance.

É hora de mudar as regras?
Depois de muitas reclamações por parte de pilotos e chefes de equipe em relação aos novos carros, estava praticamente definido que uma reunião aconteceria após o GP da China para estudar algumas mudanças. Isso porque ninguém gostou muito do que viu na Austrália, com a necessidade excessiva de gerir e despejar energia para conseguir atacar os rivais — o que muitos chamaram de manobras artificiais. Mas parece que a situação mudou.
Após o fim da etapa em Xangai, o portal inglês The Race informou que a F1 decidiu pisar no freio e não fará qualquer mudança significativa no regulamento técnico de 2026 antes do GP de Miami, programado para o início de maio. A decisão foi tomada depois de uma reavaliação do novo conjunto de regras ao longo do fim de semana, que apresentou corridas mais disputadas do que em Melbourne, e, por isso, a categoria vai aproveitar a folga ocasionada pelo adiamento das provas no Bahrein e na Arábia Saudita para debater o assunto de forma mais profunda e cautelosa.
Uma decisão compreensível. Embora o regulamento de 2026 se encaixe no grupo do ‘ame ou odeie’, é fato que tanto a prova sprint quanto a corrida principal na China foram animadas. E vale lembrar que grande parte do público que acompanha a F1 só quer se divertir, não está preocupada com conceitos técnicos e outras complexidades — ou seja, se verem a categoria como uma boa fonte de entretenimento, estão pouco se importantando se a bateria acaba no meio da reta ou não. E é exatamente esse público que tanto a F1 quanto as equipes querem agradar, pois assim funciona o mercado.

A Fórmula 1 retorna em duas semanas, entre os dias 27 e 29 de março, com o GP do Japão, em Suzuka.
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