Sem citar Bolsonaro, Pacheco diz que é preciso defender a ‘democracia em tempos de atentados nocivos à sociedade brasileira’
Presidente do Senado falou na abertura do Congresso Brasileiro de Magistrados, em Salvador.
Por Eric Luis Carvalho, g1 BA
12/05/2022 21h11 Atualizado há 3 horas
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2022/A/y/CiR6UrT3OrbjE7GarDPA/whatsapp-image-2022-05-12-at-20.04.22.jpeg)
Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, no Congresso Brasileiro de Magistrados, realizado em Salvador nesta quinta-feira (12) — Foto: Eric Miranda/g1
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), fez uma defesa enfática da democracia e do judiciário brasileiro durante a abertura do Congresso Brasileiro de Magistrados, em Salvador.
Sem citar o presidente Jair Bolsonaro, Pacheco afirmou que o Congresso deve “combater excessos” que considerou nocivos para a sociedade.
“É preciso haver um fortalecimento das instituições. Como disse o governador Rui Costa aqui, é inimaginável que chegaríamos em 2022 precisando defender o judiciário. Precisamos defender a democracia em tempos de atentados nocivos à sociedade brasileira. Temos que ter coragem para defender o nosso judiciário e queria reafirmar aqui que eu respeito o poder judiciário do meu país”, disse o senador.https://e159ebebbb5cd0acf03cf471a2d5c434.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html
Falando para os magistrados, Pacheco ainda defendeu a aprovação da PEC 63, que trata sobre a reestruturação da magistratura brasileira, e que, segundo ele, deve ser discutida em breve no Senado.
Ataque ao sistema eleitoral
O presidente Jair Bolsonaro tem tentado, sem provas, levantar suspeitas sobre a confiabilidade das urnas.
Embora autoridades repitam diariamente que as urnas são seguras e de o próprio Bolsonaro já ter admitido que não tem elementos para apontar irregularidades, o presidente da República persiste na estratégia de criar suspeitas sobre o processo eleitoral.
Bolsonaro chegou a sugerir que as Forças Armadas façam uma apuração paralela dos votos. Sobre esse ponto, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Luiz Edson Fachin, disse que aceita colaborações, mas que a palavra final é da Justiça Eleitoral.
Fachin, disse nesta quinta-feira (12) que o país terá eleições limpas e que “ninguém e nada interferirá” na Justiça Eleitoral.
O congresso
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2022/1/B/QSdBROSjyhejeLLstXDg/whatsapp-image-2022-05-12-at-19.28.59.jpeg)
Congresso Brasileiro de Magistrados foi realizado nesta quinta-feira (12), em Salvador — Foto: Eric Miranda/g1https://e159ebebbb5cd0acf03cf471a2d5c434.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html
Neste ano, o Congresso Brasileiro de Magistrados, que voltou a acontecer após quatro anos, por causa da pandemia – normalmente o evento acontece a cada três anos – discute “as eleições de 2022 e a desinformação derivada da disseminação de notícias falsas”, além da liberdade de expressão.
A abertura do evento contou com as presenças do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco; do presidente do STJ, Humberto Martins; do presidente do Superior Tribunal Militar, Luis Carlos Gomes Mattos; do governador da Bahia, Rui Costa; do prefeito de Salvador, Bruno Reis; do presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, Nilson Castelo Branco; do presidente do Banco do Brasil, Fausto de Andrade Ribeiro; e de outras autoridades políticas e do judiciário brasileiro. O cantor e compositor Carlinhos Brown também participou da cerimônia de abertura.
A programação do evento conta com a participação de juízes e desembargadores de todo o país, além de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), como Luiz Fux e os ministros Luís Roberto Barroso, Edson Fachin, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, além de integrantes do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Luiz Fux fez a primeira palestra do evento. Em recado aos pares, disse que a magistratura brasileira faz uma” justiça caridosa e uma caridade justa” .https://e159ebebbb5cd0acf03cf471a2d5c434.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html
Fux reafirmou a importância do judiciário e relembrou situações onde o Supremo foi criticado por decidir, segundo ele, em desacordo com o sentimento popular. Ele citou a decisão que impede a prisão em segunda instância como uma decisão que causou desprestígio ao judiciário brasileiro.
Ao final da abertura do evento, Fux recebeu o título de cidadão baiano das mãos dos deputados estaduais Sandro Regis e Adolfo Menezes.
Também participam do evento o pesquisador e consultor britânico Richard Susskind, que palestrou após Fux, e o escritor norte-americano, Lawrence Lessig, professor de Harvard e membro do conselho da Creative Commons.
Segundo a organização são esperados mais de dois mil juízes, de todas as esferas do Judiciário. O evento conta com painéis que abordarão temas como Justiça Digital e Inovação, Democracia e Eleições, Direitos Fundamentais e Estado Democrático de Direito, Magistratura do Futuro e Justiça e Economia.







































































