LIXO HUMANO

O estado capitulou a orientação federal. Caveirão agora é Huber de traficante e cobram R$ 1MM, para resgatar traficantes cercados por milicianos.

É incompreensível que, em pleno século XXI, uma voz desprovida de razão sustente a convicção de que traficantes são vítimas dos usuários. Essa irracionalidade profunda traz à tona a discussão sobre a necessidade de interdição por incapacidade de discernimento e juízo lógico.

O agravante é que tal postura parte do presidente do Brasil. A falta de sensibilidade constitui um desrespeito às vítimas reais do tráfico — famílias inteiras destruídas pelo flagelo humano, vitimadas de forma direta ou indireta pelo que as nações desenvolvidas já classificam como narcoterrorismo.

O narcoterrorismo é caracterizado pela combinação de atividades terroristas com o tráfico de drogas, visando desestabilizar governos e controlar territórios. No Brasil, facções criminosas como o PCC e o Comando Vermelho têm expandido suas operações, associando-se a organizações internacionais e disputando rotas de tráfico, inclusive na Amazônia, onde há relatos de incursões em terras indígenas para exploração ilegal de recursos naturais El País.

Além disso, o Projeto de Lei 724/25, atualmente em análise na Câmara dos Deputados, propõe ampliar o conceito de terrorismo para incluir o narcotráfico, considerando como ato de terrorismo ajudar financeiramente, proteger ou facilitar atividades ligadas ao tráfico de drogas, incluindo ações como coagir pessoas ou o governo, por meio de violência ou ameaça Portal da Câmara dos Deputados.

É compreensível que vozes se levantem no Congresso Nacional para questionar a capacidade de liderança do presidente, por falta de razoabilidade e sensatez. Quanto à honra, essa foi abandonada há muito tempo.

Agenor Candido Gomes
25/10/2025