DIGNIFICANTE E COMPETENTE

Por Agenor Candido Gomes

Sinto-me ultrajado — ainda que não tenha votado no indivíduo Luiz Inácio da Silva, presidente do povo brasileiro, mas que, de forma alguma, me representa.
A ele somam-se os membros do Congresso Nacional, sem uma única exceção digna de registro.

Os motivos são muitos, e graves: condutas inadequadas, declarações infundadas, inversões de conceitos despidas de razão e lógica — e, o mais terrível de tudo, a completa ausência de HONRA.

Dignificante

Se o regime fosse monárquico, a dignidade institucional recairia sobre a Coroa.
Entretanto, sendo esta uma República — ainda que falida —, o peso da honra repousa sobre os ombros do Congresso Nacional.

E por quê?
Porque seus membros são eleitos pelos votos “consignados” pelos partidos políticos e pelo povo, que, lamentavelmente, não tem discernimento suficiente para escolher com base em capacidade cultural e moral, filtrada pelo grande crivo da impoluta HONRA.

Competente

Competência é o requisito mínimo de qualquer servidor público — do mais modesto faxineiro ao mais elevado presidente desta malfadada República.

A dignidade está diretamente ligada ao caráter pessoal, fruto da educação e de princípios forjados em bases sólidas e imutáveis.
A competência, por sua vez, é o resultado do êxito profissional em qualquer área.

Infelizmente, a métrica para eleger dirigentes nacionais foi esquecida.
E, com isso, os idiotas se uniram e tomaram o poder, amparados por um conluio que se estende a praticamente todas as instituições do país.

Lamentavelmente.

A corte dos tolos

Os tolos, idiotas, inconsequentes, irresponsáveis e loucos diplomados assessoram o líder de um grupo que aplaude até o arroto — ou o grunhido — do vassalo “empossado, preso e alforriado”.

Apoiando-o, não por convicção, mas por identificação: veem nele o espelho da própria mediocridade.
Cortejado por instituições internacionais de interesses escusos, o governante embriaga-se com elogios baratos, fala do que não entende e opina sem ser chamado.

E o faz sem perceber que, no fundo mais profundo, habitam apenas os interesses financeiros globais.

O dinheiro, sim, é a causa de tudo.
Mas também é o fruto da competência e do êxito — virtudes que a este governo faltam de forma dramática.